Sábado, 11 de Outubro de 2008 – 13h26
A Assessoria de Comunicação do deputado federal Marcondes Gadelha (PSB) emitiu nota neste sábado (11)
em que o parlamentar denuncia que algumas empresas privadas que estão trabalhando na transposição do Rio São Francisco estão atrasando os trabalhos para que a conclusão da obra depois de 2010, já com o presidente Lula fora do poder.
Leia abaixo a nota na íntegra, que relata um debate que Gadelha participou ontem em Maceió promovido pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Marcondes Gadelha quer explicações sobre atraso nos lotes da Transposição a cargo de empresas privadas
O deputado federal Marcondes Gadelha (PSB-PB) declarou nesta sexta-feira que irá, pessoalmente, buscar identificar a causa do atraso das obras nos lotes da transposição de responsabilidade de empresas privadas. A informação foi dada depois de um debate em Maceió, realizado pela Associação Alagoana de Engenheiros Agrônomos.
Marcondes identifica o atraso nesses lotes como “o principal problema da obra atualmente. A parte que cabe ao Exército está tendo um avanço extraordinário, mas os trechos de responsabilidade de empreiteiras contratadas não”. A preocupação do parlamentar ganha mais força a partir de uma constatação durante o debate em Maceió. “Identificamos um mudança de tática entre os que são contrários a obra. A intenção agora é, claramente, atrasar a conclusão da obra, levando para depois de 2010, já sem o presidente Lula no poder”.
A demora na conclusão da obra pode gerar desconfiança e contestação a partir da sociedade e “isso pode comprometer todo o projeto. Mesmo com as obras em um estágio irreversível, que é o que pretende o Governo caso não conclua a obra, há sempre o risco de uma paralisação”, ressalta Gadelha. O deputado considera importante um movimento que garanta o término da obra ainda no mandato de Lula. “Por isso faremos esse levantamento para identificar as causas do atraso em parte da obra. O que temos certeza é que, diferente do que muitos pensam, esta guerra está longe do fim, mas estamos vencendo todas as batalhas até agora”.
O debate
Por mais de 3h30, Marcondes Gadelha debateu a transposição na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) com o prefeito da cidade alagoana de Piranhas, Inácio de Loiola Damasceno, autor de vários livros contrário ao projeto. o debate teve a mediação, e a veemente participação contrária, de Theresa Collor. “Apesar do cenário sabidamente hostil à obra, o debate aconteceu em alto nível e podemos discutir os temas de maneira clara e objetiva”, disse Marcondes.
Com amplo conhecimento sobre o projeto, Marcondes se valeu de estudos e levantamentos da UFAL para embasar diversas informações. “São estudos sobre qualidade da água e diversos números sobre o rio todos de produção de membros da Universidade. Isso nos conferiu uma boa vantagem já que debatíamos na própria instituição”. Para Marcondes Gadelha, o balanço do debate foi positivo. “Mesmo com um ambiente desfavorável e até a participação da mediadora em alguns momentos, acredito que tivemos sucesso na discussão”. Depois do debate alguns participantes mudaram de idéia e passaram a apoiar o projeto. “Várias pessoas me procuraram depois do encerramento das atividades e declararam uma mudança de opinião, ainda que de forma reservada por temerem represálias”.
Marcondes antecipou que além do levantamento quanto ao andamento da obra está finalizando a organização da visita que um grupo de parlamentares federais fará às obras e a viagem deve acontecer nas próximas semanas. Em terras paraibanas, está confirmada a participação do deputado em um debate na cidade de Catolé do Rocha, sertão do estado. Marcado para o dia 20 de novembro, o debate contará, ainda, com as presenças de Dom Aldo Pagotto e Chico Lopes.
Da Redação