02/08/2008 às 00:54
O número de mortes nas estradas federais no mês de julho, período de férias escolares, teve queda de 14,7% em relação ao mesmo período em 2007. Segundo nota da Polícia Rodoviária Federal (PRF), é a primeira vez em quatro anos que isso acontece. A responsável pela redução, afirma a PRF, foi a Lei Seca, que fez as punições se tornarem mais rigorosas para as pessoas que dirigem após ingerir bebidas alcoólicas. Devido ao fluxo maior de veículos nesse período, além de bom clima na maioria das regiões do país e o turismo interno em alta, o esperado era que os números disparassem, ao contrário do que aconteceu.
Foram registrados 10.500 acidentes nos 31 dias do mês de julho, com 530 mortos e 6,005 mil pessoas feridas. Na mesma época no ano passado, ocorreram 10.531 acidentes, nos quais morreram 620 pessoas e 6,433 mil feridos.
Outro fator apontado pela PRF que poderia ter feito aumentar o número de acidentes é o crescimento da indústria automobilística. Houve um acréscimo de 27,14% na venda de automóveis, caminhões e motos, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Foram registradas as vendas de 2.405.212 unidades no primeiro semestre deste ano. "O que é bom para a economia também provoca conseqüências no trânsito. A experiência da Polícia Rodoviária Federal mostra que em época de euforia econômica as estatísticas rodoviárias disparam", diz Hélio Cardoso Derenne, diretor da PRF.
De acordo com o balanço, os estados com alto índice de urbanização registraram quedas maiores que outros estados. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco, por exemplo, conseguiram reduzir a violência nas estradas em mais de 20%. A explicação, diz a PRF, é porque nos centros urbanos eles não trabalham sozinhos; contam com a atuação das polícias militares, guardas municipais e outros órgãos de fiscalização.
A imprudência dos motoristas brasileiros, no entanto, continua provocando graves acidentes no país. Segundo a PRF, três envolveram transporte de passageiros no mês de julho. O primeiro, no dia 11, deixou 16 mortos depois que um ônibus perdeu o controle e invadiu a contramão, batendo de frente num caminhão que transportava combustível.
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